Fim do PERSE eleva tributos: como o setor de eventos e turismo pode superar o desafio
O fim do PERSE trouxe um impacto imediato: empresas de eventos e turismo enfrentam agora uma carga tributária bem mais pesada, colocando em risco o fluxo de caixa e a própria sobrevivência do negócio.
Sem o benefício emergencial, agências de viagens, operadores turísticos, restaurantes e demais atividades do setor precisarão lidar com alíquotas elevadas e custos adicionais.
Essa nova realidade exige ação rápida e eficiente. Um planejamento tributário bem estruturado passa a ser a arma mais poderosa para manter a saúde financeira da empresa e evitar gargalos que possam comprometer operações e crescimento.
O alerta vermelho para sua empresa: nova carga tributária pós-PERSE
O encerramento do PERSE representa uma mudança drástica no cenário tributário, gerando alta imediata na carga de impostos que pode comprometer o fluxo de caixa das empresas de turismo, eventos e alimentação.
Sem o benefício emergencial, muitas companhias verão despesas tributárias saltarem, pressionando capital de giro, atrasando pagamentos a fornecedores e colocando em risco a continuidade das operações.
Esse novo patamar de tributos exige resposta rápida: cada dia sem ajustes no planejamento financeiro aumenta o risco de desequilíbrio econômico e ameaça a sobrevivência do negócio.
Entenda os impactos do fim do PERSE no setor de eventos, turismo e alimentação
De acordo com a Receita Federal, o PERSE atingiu o teto de R$ 15 bilhões em março de 2025, o que acionou a extinção automática dos benefícios fiscais a partir de abril. Instituído para apoiar a retomada dos setores impactados pela pandemia, o programa oferecia redução ou suspensão de impostos como ICMS, ISS, PIS, COFINS, IRPJ e CSLL.
Com o fim do PERSE, as empresas que até então contavam com alívios tributários precisarão arcar integralmente com a nova carga de impostos, o que pode pressionar fortemente o fluxo de caixa e a rentabilidade.
Entre os principais segmentos afetados, destacam-se:
- Agências de viagens (CNAE 7911-2/00)
- Operadores turísticos (CNAE 7912-1/00)
- Restaurantes e similares (CNAE 5611-2/01)
- Bares e estabelecimentos especializados em servir bebidas (CNAE 5611-2/04, 5611-2/05)
- Parques de diversão e temáticos (CNAE 9321-2/00)
- Organizações associativas de cultura e arte (CNAE 9493-6/00)
Sem os incentivos do PERSE, esses setores enfrentarão alíquotas elevadas e deverão revisar urgentemente sua estratégia tributária para evitar desequilíbrios financeiros.
Planejamento tributário: ferramenta indispensável na nova realidade
Com o fim do PERSE e o aumento imediato da carga tributária, o planejamento tributário se consolida como peça-chave para manter a saúde financeira e a competitividade do seu negócio. Ao antecipar cenários e avaliar alternativas, a empresa evita decisões reativas e reduz surpresas desagradáveis no caixa.
Por meio de um planejamento eficiente, é possível:
- Escolher o regime tributário mais adequado ao perfil e ao faturamento, minimizando alíquotas;
- Identificar incentivos fiscais setoriais ou regionais ainda acessíveis;
- Otimizar o fluxo de caixa, programando o pagamento de impostos nos prazos ideais;
- Assegurar o cumprimento rigoroso das obrigações acessórias, evitando multas e autuações;
- Ajustar processos internos para registrar receitas e despesas de forma precisa.
Essa abordagem estruturada torna o ambiente fiscal mais previsível e fornece base sólida para decisões estratégicas, como investimentos em novos projetos ou renegociação de custos operacionais.
Em um cenário pós-PERSE, quem aposta em planejamento tributário ganha vantagem competitiva ao transformar a tributação em um componente de estratégia, e não apenas em um ônus inevitável.
Emissão de notas fiscais e apuração correta de impostos
A emissão correta de notas fiscais é fundamental para registrar com precisão cada operação comercial e garantir a transparência exigida pelo Fisco. Ao documentar adequadamente vendas e serviços, a empresa cria um histórico confiável que serve de base para o cálculo de tributos como ICMS, ISS, PIS, COFINS e IRPJ.
Já a apuração rigorosa desses impostos, com conferência periódica de alíquotas, regimes especiais e incentivos fiscais, evita divergências entre o valor declarado e o valor efetivamente devido. Esse cuidado reduz significativamente o risco de autuações, multas e encargos adicionais, assegurando conformidade legal e protegendo o fluxo de caixa da empresa.
Escolha do regime tributário adequado
Definir o regime tributário ideal requer análise de fatores como faturamento, margem de lucro, complexidade operacional e capacidade de gestão contábil. Cada opção traz vantagens e desafios:
- Simples Nacional: indicado para empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões. Tem alíquotas unificadas e reduz burocracia, mas pode não ser vantajoso se a empresa tiver baixa margem ou necessidade de créditos de PIS/COFINS.
- Lucro Presumido: indicado para negócios com margem de lucro previsível. A base de cálculo do IRPJ e da CSLL é definida por um percentual fixo sobre a receita, simplificando apurações. Vale avaliar se alíquotas presumidas são menores que as efetivas.
- Lucro Real: obrigatório para empresas de grande porte ou com atividade financeira. Também é recomendado para quem tem margens baixas ou prejuízos, pois tributa sobre o lucro efetivo. Exige controles rigorosos e apuração mensal.
Para escolher, compare projeções de carga tributária sob cada regime, considerando:
- Receita anual e expectativa de crescimento
- Margem operacional e possibilidade de créditos fiscais
- Capacidade de manter registros detalhados e cumprir obrigações acessórias
- Impacto no fluxo de caixa e na estrutura administrativa
Essa avaliação, aliada a simulações contábeis, ajuda a garantir que o regime selecionado seja o mais eficiente para a realidade da sua empresa.
Controle financeiro e cumprimento de obrigações acessórias
Em um cenário de aumento de tributos, o rigor no controle financeiro e na entrega de obrigações acessórias é indispensável para evitar multas e encargos. Acompanhar de perto o fluxo de caixa, as entradas e saídas de recursos, além de cumprir todas as declarações no prazo, reduz riscos e garante maior previsibilidade de gastos.
Para estruturar esse processo, considere:
- Atualizar diariamente o fluxo de caixa, registrando receitas e despesas com detalhes;
- Provisionar mensalmente os tributos para evitar surpresas nas datas de pagamento;
- Entregar obrigações acessórias nos prazos legais:
- DAS (mensal)
- DIRF (anual)
- DCTF (trimestral ou mensal, conforme regime)
- Revisar periodicamente relatórios financeiros para identificar desvios e ajustar planejamentos.
Conte com a Inteligência Contábil para fortalecer sua gestão e minimizar riscos
Em um cenário pós-PERSE, contar com uma consultoria especializada é crucial para navegar pelas novas exigências tributárias sem comprometer o crescimento. A Inteligência Contábil atua de forma integrada, oferecendo soluções alinhadas às necessidades de cada empresa e garantindo maior segurança na tomada de decisões.
Por meio de uma abordagem multidisciplinar, oferecemos:
- Serviços contábeis: elaboração de demonstrações financeiras e conciliações contábeis precisas para acompanhar o impacto dos tributos.
- Serviços fiscais: análise de obrigações, revisão de alíquotas e identificação de incentivos ainda disponíveis.
- Serviços trabalhistas: gestão de encargos e folha de pagamento, assegurando conformidade com as novas demandas legais.
- Serviços jurídicos: assessoria em recursos e defesas administrativas para mitigar riscos de autuações.
Com nossa equipe atualizada na legislação, você foca no core business enquanto garantimos o planejamento tributário adequado, a regularidade nas obrigações acessórias e o controle financeiro contínuo. Assim, sua empresa se mantém competitiva e preparada para enfrentar o aumento de cobrança de impostos com mais eficiência.
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Manter-se atualizado sobre mudanças tributárias, prazos e novas exigências é fundamental para a saúde financeira da sua empresa. Nosso blog traz diariamente informações relevantes para que você possa agir com antecedência e segurança.
- Alertas sobre atualizações na legislação fiscal e trabalhista;
- Análises de impacto de novas normas para setores de turismo, eventos e alimentação;
- Dicas práticas de compliance, planejamento tributário e gestão de custos;
- Entrevistas com especialistas e opiniões de consultores renomados.
Visite nosso blog todos os dias e assegure-se de não perder nenhuma novidade. Assim, você estará sempre pronto para adaptar sua estratégia às transformações do mercado e garantir a continuidade das operações com tranquilidade.
Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Jornal Contábil. Para ter acesso à matéria original, acesse Setor de eventos e turismo encara alta de impostos após fim do PERSE



